31 de maio de 2010

Filmando Casamentos com a 7D

Carlos Leandro, meu amigo e sócio da 3 Mais 1 Filmes, começou a publicar uma série de dicas e sugestões de uso da câmera Canon 7D em casamentos. São dicas valiosas para os profissionais que estão na dúvida sobre migrar ou não migrar para esta nova tecnologia.

Estou aproveitando o texto que ele escreveu, em seu último post no blog, e publicando-o aqui também. Espero que as dicas por ele fornecidas sejão de grande valia. Segue o texto:

“Bom, quem me conhece sabe que a paciência não é uma das minhas virtudes. Daí dá pra imaginar a ansiedade. Começamos a pesquisa sobre os equipamentos em regime full time. Freqüentemente íamos até de madrugada revirando fóruns, blogs, sites especializados e, com o passar do tempo, as poucas desconfianças que tínhamos a respeito da câmera fotográfica foram dando lugar à certeza de que aquele seria o equipamento ideal para o tipo de vídeo que queríamos fazer. No manual da câmera, disponível no site, encontramos a maior parte das respostas às nossas perguntas. Havia uma preocupação sobre o funcionamento da câmera, profissionais se perguntavam se ela agüentaria o tranco de filmar continuamente todos os acontecimentos de um casamento. Em princípio, as principais questões eram: as câmeras têm um limite de doze minutos, após o qual elas param de filmar e é necessário apertar novamente a tecla REC; as câmeras são sensíveis às altas temperaturas, a partir de determinado patamar elas exibem um sinal avisando que esse patamar foi alcançado. A partir desses dados, concluímos que, apesar de serem questões sérias, elas certamente poderiam ser ultrapassadas já que no exterior muitos profissionais já produziam vídeos de altíssima qualidade.

Sobre o corte aos doze minutos, chegamos à conclusão de que isso seria facilmente resolvido utilizando três câmeras e tendo pontos de partida diferentes entre si, algo em torno de dez segundos, assim sempre que houvesse um corte teríamos outras duas em atividade evitando que qualquer momento, por menor que fosse – coisa de três segundos, tempo ínfimo, se comparado à troca de fitas ou mesmo ao apertar do REC em filmadoras tradicionais –, fosse perdido. Uma vez isso resolvido, vamos à temperatura.

Em nenhum momento de nossa pesquisa encontramos notícias de que a câmera houvesse desligado ou mesmo “apagado” por conta da temperatura, o que havia, sim, era um consenso de que aquele aviso informava que a temperatura ultrapassara o nível IDEAL. Confirmamos essas informações no manual e partimos para a segunda parte da pesquisa, como gravar o áudio com essas câmeras?

Como já comentei no primeiro post, a linguagem precisa de uma espinha dorsal, uma espécie de conceito que possa, ao mesmo tempo, prender a atenção e dar continuidade à narrativa. O áudio, então, seria a parte essencial para alinhavar a história. E aí, isso foi moleza, encontramos gravadores externos – pra quem estiver pesquisando, H4N e H2 que poderíamos conectar a um microfone de lapela ligado direto à caixa de som. Novamente, dicas do site da Stillmotion. Ainda pensei em colocar um outro microfone de lapela no noivo com transmissor para nossa câmera. Assim, além do áudio da cerimônia, teríamos também o do casal, durante a cerimônia! E ainda uma terceira vez, com o celebrante, utilizando o mesmo sistema. Temos agora, o áudio da cerimônia, com seus ruídos ambientes característicos, a fala do celebrante, clara e nítida, captada diretamente e, de quebra, captamos qualquer diálogo entre os noivos. Etapa resolvida, podíamos ir adiante.

A 7D, câmera que elegemos para o trabalho, é bem mais leve que uma câmera tradicional, isso tem como conseqüência uma perda de estabilidade durante a gravação; outra questão era o foco manual, que exigiria uma boa envergadura por parte do operador.  Felizmente logo descobrimos uma infinidade de “apetrechos” para solucionar este e outros obstáculos que pudessem surgir.

A larga utilização dessas novas câmeras no mercado de publicidade, eventos e documentários no exterior, gerou uma demanda que foi prontamente atendida por renomadas empresas. Fomos novamente estudar esses acessórios, mas isso fica pro próximo post.

Até lá, espero estar contribuindo e aguardo comentários que possam somar nessa discussão!”

Um comentário para “Filmando Casamentos com a 7D”

  1. Muito bom o post, agora fico no aguardo de mais informações referentes ao apetrechos que podem ser utilizados para a movimentação da camera e soluçao de problemas de foco manual.

    Parabens pelo post e pelos Vídeos.


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